“Pelo amor de Deus, será que é tão difícil encontrar uma garota e um elefante?

Quando vislumbrei as lantejoulas cor-de-rosa, quase chorei de alívio – pode ser que eu tenha chorado. Não lembro.”

Avaliação pessoal: 4 de 5 estrelas

Enquanto 2014 não chega, ou eu não termino meu primeiro livro, decidi fazer uma retrospectiva de alguns livros marcantes de 2013. Normalmente, estes são os livros que comprei em uma promoção, sem pretensão alguma de ser sucesso total. São eles que me surpreendem.

Assim, vou tentar falar um pouco de Água para elefantes, de Sara Gruen. O livro virou filme (com o vampirinho do Crepúsculo) e este filme não me chamou nenhuma atenção. Se não estivesse com um preço bacana um dia em que eu estava aflita para ler algo diferente, talvez não tivesse nem dado moral para esta história.

A verdade é que não sou fã de circo. (Dumbo, obrigada por me traumatizar com sua história triste). Mas a capa era bonita e a história parecia ser cativante.

Comecei a ler e descobri uma narrativa leve e gostosa, feita em primeira pessoa por Jacob. Ele, com seus 90 anos, conta sobre a sua vida – particularmente a época que trabalhou no circo – e, desta forma, nos leva, enquanto conta sua história da juventude, a refletir sobre a velhice e como lidamos com idosos e nossos familiares. Mesmo em segundo plano, este tema tem uma abordagem muito interessante.

Jacob nos mostra como o cotidiano de quem não deixava o espetáculo parar, na verdade, é totalmente sem glamour, e bem difícil. Em meio a novos amigos, alguns desafetos e animais que trazem alegria às apresentações, é claro que nos deparamos com uma história de amor – bem complicada, só para variar um pouquinho. Jacob e Marlena desenrolam uma história que não é extraordinária, mas que é descrita de uma forma que você se envolve com todo o enredo, e sofre.

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