Estava vendo alguns vídeos sobre livros, quando me chamou atenção uma TAG feita pelas meninas do Pausa para um Café, de chatices literárias. Resolvi escrever sobre a pergunta um (aquele livro que tem tudo para ser legal e é um saco) – mas adaptei para a autora.

Sabe aquele autor que a maior parte das pessoas ama de paixão e você não consegue ver graça?  Então, a minha experiência com Marian Keyes foi um pouco diferente desta “chatice” que tenho com alguns autores bam bam bans. O primeiro livro que li da autora irlandesa foi Sushi – e não o Melancia – e eu gostei – na época.

A história da mulher que tem tudo certo na vida – emprego, namorado, família – e, de repente, tudo vira de ponta cabeça – emprego, namorado, vida. E daí a protagonista passa 80 por cento do livro se achando uma coitada, obcecada pelo ex, enquanto um cara maravilhoso a acha interessante e quer ficar com ela – e ela nada. Mas, como uma epifania, ela vê que não precisa ficar sofrendo pelo ex – normalmente é quando ele resolve terminar com quem ele estava e voltar para ela. E tudo acaba lindamente bem.

A história é ok, na época eu era jovem e gostei demais do jeito que a Marian Keyes escreve, mas depois fui ler Los Angeles, Melancia e Casório… e comecei a me irritar. Mas a me irritar MUITO. Tudo bem que as personagens são da mesma família, mas gente?! Ninguém merece ficar lendo e relendo uma mulher com a autoestima zero, sofrendo por um cara totalmente ridículo (oi, vida real!) e batendo na tecla minha vida acabou porque ele não me ama mais!!! Alô, mundo, vamos fazer algo melhor da vida do que ficar focando em homem? Não sei se ela mudou o foco nos trocentos mil livros que vieram depois, mas esse mais do mesmo dela não rola.

Então, 2014 não terá livros da Marian Keyes para resenhar (amém!)

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