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“E então ele acordou. Fora tudo um sonho…”

Avaliação: 5 de 5.

Li loucamente Sandman: Edição Definitiva vol. 1, (faltam 3!!). Ele compilou as 20 primeiras edições da história do Senhor dos Sonhos e seus irmãos perpétuos. (já disse que amo o  Neil Gaiman?). 

Esta primeira edição definitiva traz, no final, a carta do autor para a galera que ia desenhar a HQ (!!!!!!), e também a edição 19 roteirizada (!!!!!). É muito amor, só digo isso.

Neste primeiro volume também descubro que Sandman é baseado em uma frase do poema A terra desolada de T.S. Eliot : 

“Vou revelar-te o que é o medo num punhado de pó”.

A leitura é fácil e tranquila, mesmo com o batalhão de personagens que nos é apresentado ao longo de cada edição. (Constantine, Dr. Destino, Shakespeare, Lúcifer etc).

Neil Gaiman pegou um personagem esquecido da DC Comics, (Sandman) e trabalhou sua história. Quem é este ser afinal? Um dos perpétuos, aqueles 7 irmãos que não são deuses, mas não são mortais e estão aqui desde que o mundo é mundo e os humanos são humanos. Ele é uma personificação antropomórfica (dependendo de quem vê, a percepção de como ele é, muda, ou também da dimensão que ele está) e bem racional sem muito tato para entender ironias e brincadeiras. O mundo dele (o Sonhar), é habitado por pesadelos, loucuras e vários carinhas de índole duvidosa, tipo Caim e Abel, o Coríntio e diversos outros. Ele governa o mundo dos sonhos, e a gente existe, logo sonha, então é por isso que ele também existe.

sandman

Calma, Sandman (ou Morpheus, ou Oneiromante, ou Sonho, ou…), deixa eu contar como tudo começa:

Uma socidade da Magia Negra tenta aprisionar a irmã mais velha de Sandman, a Morte, mas acaba capturando ele. E fica preso por 70 anos, ou seja, ele encontra seu reino no caos total quando ele consegue escapar: está fraco, perdeu seus três objetos que ajudam a controlar o mundo dos sonhos, e meio sem trono, pois o universo gosta de tudo em ordem e para manter o equilíbrio e não deixar sem um líder o Sonhar, acaba sendo criado um outro Sandman (com ajuda de dois fugitivos de lá, inclusive), enfim, tudo errado e muito trabalho a ser feito.

“Vocês sempre se apegam a velhas identidades, velhas faces e máscaras, mesmo que elas já tenham cumprido o seu propósito”. (Morte)

Nesta edição também conhecemos a Morte,  e ela é super legal, aquela pessoa que você quer ser amigo na hora, sabe? Só que se ela apareceu para você… bom, quer dizer que é a última ‘pessoa’ na vida que você vai querer ser amigo na hora.

Também conhecemos, de forma mais pontual dois outros irmãos do Sandman, nem tão legais assim: Desejo, que é andrógena e vive no seu próprio coração, e seu irmão gêmeo, Desespero, e esse conhecemos bem rapidamente mesmo, enquanto Desejo trama para causar na vida do seu irmão Sonho. 

Aliás, descobrimos que os Perpétuos (como são chamados os 7 irmãos: Sonho, Morte, Desespero, Desejo, Destino, Delírio e Destruição) não podem exatamente se apaixonar por humanos. E o Sonho acaba se apaixonando e, consequentemente, existe uma punição. (não exatamente para ele, mas enfim…). E Desejo parece se divertir tentando fazer Sonho se apaixonar/destruir um vórtice, que seria algo que ameaça o sonhar e que aparece na Terra de tempos em tempos, que neste caso apareceu em forma de uma mulher humana.

“Fique sabendo: sonhos têm seu preço”.

Junto da história principal, vemos várias mais pontuais: um homem que queria viver para sempre, a peça que Shakespeare (na verdade com um nome só similar na HQ) produziu para Sonho em troca de sucesso, onde fadas e seres de um mundo fantástico foram a platéia (e tem um motivo existir esta história ali no meio de tudo), uma história de uma metamorfa que não quer mais viver e descobre que foi feita por Rá, o Deus do Sol… é um terror com fantasia e talvez um toque de super-heróis.

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