“Maktub: estava escrito”

Não sei por que raios eu venho aqui falar do meu passado que é meio vergonha alheia, mas a verdade é que tudo que li foi válido para meu amadurecimento (ou pelo menos para que eu soubesse escrever melhor). Eu confesso, influenciada pelos pelo menos cerca de oito livros que minha mãe tinha do Paulo Coelho em casa, eu comecei a ler os livros dele e gostei. Só que eu tinha bem meus 12 anos e estava em uma época que achava bruxas legais, tinha meu pêndulo e queria ser wicca (beijos para o filme Jovens Bruxas).

Mas eu tentei ler agora e… gente?? É livro (bem mal escrito) e de auto-ajuda! O Alquimista poderia ser “10 passos para largar tudo e ser feliz” ou “Aprenda que tudo que vai, volta”, ou qualquer coisas de sucesso no fim, misturando bíblia e elementos pagãos. Aff?

Mas vamos ser justos: eu gostava de Paulo Coelho na mesma época que eu lia loucamente Fan Fictions (e também escrevia, olha eu entregando meu passado ahaha). Ele era tipo uma fanfic, vai.

Perdi meu tempo lendo ele? Não, na época eu precisava de alguma coisa mais light, talvez, e tinha que ter uma dose de mundo ingênuo e otimista na vida. Perdi meu tempo escrevendo do meu passado que me condena? Também não, eu precisava de um fechamento: é como o término de um relacionamento que nunca ia dar certo, mas você foi a última pessoa a perceber – meses depois de terminar.

É isso, desabafo.

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