todo_dia

“Raramente as pessoas são tão atraentes quanto são aos olhos das pessoas que as amam.”

Avaliação: 4 de 5.

Nós somos apresentados à A. Ele (ou ela) é um ser que habita um corpo a cada dia. Ele é um ‘hóspede’ dentro do corpo de alguém, e isso dura só até meia-noite. Como não é seu corpo e sua vida, ele tenta interferir da menor forma possível no dia da pessoa – até que conhece uma garota. Sempre tem um a história de amor no meio.

É uma narrativa leve e tranquila, onde David Levithan nos leva a conhecer diversas pessoas aos seus 16 anos e um dia em suas vidas – junto de A. e suas morais e reflexões. Ele te prende e te faz refletir em coisas cotidianas que normalmente nem pararíamos para pensar – por exemplo, A. se apaixona por uma garota, mas a única vez que isso tinha acontecido anteriormente tinha sido com um garoto – quando ele estava no corpo de um garoto. Ele passeia por diversos corpos e independente do gênero ou opção sexual, ele se sente ok. Há situações diversas em questões familiares e também psicológicas onde ele entende que o corpo afeta a mente – mesmo que a sua mente não seja propriamente a daquele corpo. E também uma angústia – será que ele é o único no mundo assim? Será que teria como ficar mais de um dia no mesmo corpo? O que fazer quando se apaixona, mas não se sabe onde e como estará no dia de amanhã?

Livro muito bem escrito e que me surpreendeu – até eu saber que o autor escreveu Will Grayson, Will Grayson com John Green.

Quem disse que livro Young Adult não pode superar a narrativa – de longe – de alguns livros direcionados para o público adulto? Estou me surpreendendo a cada leitura.

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