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Eu não era uma criança feliz, ainda que, de vez em quando, ficasse contente. Vivia nos livros mais que em qualquer outro lugar.

Avaliação: 5 de 5 estrelas.

Li no final de 2013, mas não poderia deixar de comentar e recomendar este livro que me fez pirar na pipoquinha pelo Neil Gaiman.

A palavra que resume o que a história do livro nos mostra: escapismo (é uma ‘fuga mental’ da realidade ou de alguma obrigação por meio da imaginação, recorrendo aos devaneios).

Estava vendo um Talks at Google com o Neil Gaiman sobre este livro, e acabei descobrindo que ele o escreveu por acidente. A Amanda Palmer, mulher do Neil Gaiman, é música e estava isolada produzindo o novo álbum. Ele ficou todo carente e, por não conseguir conversar com ela, resolveu fazer um mimo e escrever uma história que fosse um pouco autobiográfica e que ele nunca escreveria para publicar, uma história curta. Depois de alguns dias, a história ficou maior. E depois de semanas maior ainda. Resultado? Amanda terminou o álbum, voltou para casa e ele ainda estava escrevendo. E mandou um e-mail para o seu editor pedindo desculpas, mas ele tinha acabado de escrever um livro novo.

É um livro que nos faz entrar em contato novamente com a nossa infância. Conta a história de um menino de 7 anos, na verdade um homem contando a história da sua infância, onde conheceu uma vizinha no final da rua, com a morte de um inquilino de sua casa. Isso faz com que uma monstra seja liberada no mundo, e o escapismo, a fantasia e aquela linha tênue entre realidade e fantasia.

Para quem não tem problemas com spoliers, recomendo o vídeo do site Cabine Literária: Explicando o Oceano no Fim do Caminho.

Recomendo MUITO.

E as lembranças desvanecem e se confundem, viram borrões…

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