Êxtase define o que Neil Gaiman desperta em mim com seus livros.

Antes de qualquer coisa, dá uma olhada no discurso dele em 2012 para formandos do curso de Artes:

Quem está me acompanhando neste primeiro mês de leitura frenética já sabe que estou completamente enlouquecida pelo Neil Gaiman. Desde 2009 que eu leio e releio as 8 primeiras HQs de Sandman que tinha no meu PC, imaginando quando eu ia tomar vergonha na cara e começar a conhecer de verdade a narrativa do autor. Assisti ao filme Coraline e amei, gostei um pouco de Stardust e, mesmo assim, não tinha comprado um único livro dele.

Isso mudou com o “Oceano no fim do caminho“. Li em dezembro e… fui enfeitiçada. Depois dele fui atrás dos outros livros, todos caros – então fui para o plano B e comprei um paperback em inglês de Lugar Nenhum (Neverwhere) – meu primeiro livro de 2014. Esqueci dos livros do Nick Hornby que queria comprar, os do Woody Allen, os outros três da série Dexter, e até deixei para segundo plano o desafio 2014 mais tenso que é a bíblia Sob a redoma de Stephen King (mas aceito de presente! ).

Agora, tenho uma meta clara: ler todos – todos mesmo, até os infanto-juvenis – do Neil Gaiman. Ele é engraçado (dá uma olhada no Talks at Google com ele sobre o Oceano no Fim do Caminho), olhando de relance parece uma versão menos estranha e melhorada do Tim Burton (dá uma olhada aqui), e na sua escrita ele insere elementos fantasiosos no dia a dia dos seus personagens, trabalhando suas narrativas de forma orgânica com uma simplicidade cômoda e fluída. E só uma adendo, ele ainda dá um de repórter (entrevista que ele fez com J.J. Abrams e Doug Dorst falando sobre o livro deles aqui).

Já disse que estou enlouquecida pelo autor? A obsessão deu nisso aqui ó:

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