— Sabe, você só pode ajudar alguém que aceita ajuda — disse ela.

jojo_moyes

Avaliação: 4,5 de 5.

Sabe, eu vi uma tag com os 10 livros que emocionaram acho que em 2013, e Como eu era antes de você estava lá, com sua capa fofa e sua leitora suspirando. Eu fui avisada que ia ficar sensível, chorar que nem idiota, mas mesmo assim, quis lê-lo durante a semana que não deveria ter lido: a da TPM. Resultado: chorei, né? Feito uma idiota.

A história é de Louisa, 26 anos, que vive com os pais e a irmã e o filho dela pequeno, além do avô que sofreu derrame. Ela trabalha em um café de uma cidadezinha onde temos um Castelo como ponto turísticos. A vida para ela paarece ok, ela namora há muito tempo um cara que resolveu virar triatleta, e por isso, está dando mais atenção para o condicionamento físico e treinos do que para ela. Mas ela também não se incomoda.

Só que a vida pacata que ela tinha e que deixava ok não pensar em um futuro mais promissor é interrompida quando o café onde trabalha fecha. Como não tem faculdade e nem um currículo muito qualificado, acaba virando cuidadora de um tetraplégico, Will Traynor, 35 anos, rico, inteligente e extremamente irritante de tão mal-humorado que vive por estar preso a uma cadeira de todas após ter sido atropelado por uma moto. Antes disso, ele era aquele cara que praticava esportes radicais, vivia de forma intensa, amava o trabalho e também a namorada, Alicia. Depois, nada fez mais sentido.

A narrativa da Jojo Moyes flui muito bem, e você entra na vida de Louisa de forma tão fácil que quando percebe, já está sendo levada pelos sentimentos, entendendo porque ela não se importa muito que Patrick não tenha pedido ela em casamento ainda, ou o primeiro aniversário sem Treena, a irmã mais nova e mais inteligente. E a autora nos leva no dia a dia dela e de Will, com a presença de Nathan, o enfermeiro, e da família de Will, e quando menos espera, já está ali, torcendo para que tudo dê certo e o final seja daqueles filmes àgua com açúcar que termina em casamento feliz depois de ignorar todos os fatos da realidade que não permitiriam ter aquele final.

E é nesse momento, amigos, que a autora despedaça seu coraçãozinho. E pisa nele. Mas não é de graça: faz todo o sentido do mundo o rumo que a história tomou, e você que foi boba de achar que poderia ser diferente. Ela deu várias dicas de que não seria. Se for ver, a capa do livro te dá a fica, o nome em inglês do livro te dá a dica (dá para interpretar de duas formas), mas com certeza você dá uma ignorada e torce para não ser do jeito que parece que pode ser.

Mas a forma que o livro acaba é linda e coerente. Gostei muito desta leitura – tirando o fato de ficar emotiva, me sinto meio idiota. Recomendo.

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