Avaliação: 4 de 5.

Estava enrolando anos para ler alfo de Italo Calvino… eis que aparece um livro do meu irmão aqui em casa, assim, na minha cara. Como é pequeno (120 páginas mais ou menos) e peguei para começar a ler e percebi que a narrativa era de leitura fácil, foi ele mesmo, o Cavaleiro Inexistente que dominou a minha segunda preguiçosa de Tiradentes.

Agilulfo Emo Bertrandino dos Guidiverni e dos Altri Corbentraz e Sura, cavaleiro de Selimpia Citeriore e Fez, paladino de França sob o comando de Carlos Magno, apresenta uma peculiaridade inusitada: não existe. Dentro de sua armadura imaculadamente alva não há nada, apneas a voz metálica que quer servir com fé e vontade à causa da Cristandade.

É super interessante acompanhar um personagem que não existe. E – talvez seja por não existir – ele é perfeito, tanto na batalha, quanto para executar suas responsabilidades, com o diferencial de não dormir! A história não é narrada por ele e sim por uma Irmã, que ouviu falar desta lenda em alguma Guerra, onde Carlos Magno ainda habitava a Terra.

Além dele, acompanhamos o romance de uma soldada que gosta de homens – e por isso mesmo acaba tendo um papel não só de lutar na guerra. Ela acaba se encantando com Agilulfo… afinal, ele não existe! Também podemos ver soldado que mente sua ascendência para não revelar que é bastardo e alguns outros romances e paixonites, onde também vemos a dificuldade do protagonista de se envolver amorosamente.

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