Como nunca faço as coisas como planejado, este fim de semana resolvi que queria finalmente ler a trilogia “A Seleção”, da Kiera Cass. O último livro será lançado dia 9 de maio, então resolvi embalar.

 

Vamos lá, antes de tudo, confesso que o que me chamou a atenção foram as capas. A sinopse me deixou com aquela impressão que íamos ver a versão impressa de The Bachelor (o que não deixa de ser), mas também prometeu ser uma distopia – e depois de assistir ao filme de Divergente, confesso que queria ver se ia colocar pra troca no skoob estes dois livros logo nas 20 primeiras páginas. Não foram de todo ruim, mas… né? Leitura para adolescentes que gostam de triângulo amoroso.

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 A Seleção – livro 01

Avaliação: 3 de 5.

O país em que vivem é dividido em castas. Dentro delas, meninas entre dezesseis e vinte anos podem se inscrever para ter a chance de serem selecionadas para que o príncipe escolha sua esposa. São trinta e cinco garotas, de todos os cantos do país e classes sociais. Uma, não queria se casar com o rei. Mas, então, o que estava fazendo ali? E acabou se apaixonando?

Uuuuhhh, você olha o enredo e já tem preguiça? Vou confessar que gostei da história. Leitura fácil e rápida, e nem é tão bobinha. Senti falta do primeiro livro de algo a mais sobre a distopia em que se passa. Ela fica em segundo plano, dando destaque para, claro, o processo de viver no palácio com o príncipe, esperando conquistar o coração dele.

America, nossa protagonista, na verdade se vê dividida entre Maxon, o príncipe, e Aspen, seu primeiro amor. Não temos grandes surpresas no decorrer da narrativa, e confesso que estou torcendo para o príncipe, mas Aspen também foi construído como um bom garoto e dá para simpatizar com ele, tirando as ideias machistas de um certo ponto do livro. É interessante. Vale ler.

 

A Elite – livro 02

Avaliação: 2,5 de 5.

Eu me pergunto porque insisto em ler estas histórias? A protagonista sempre vai me irritar uma hora. Na verdade, foi uma leitura mais gostosa que o primeiro, mas a autora deu uma estragada no príncipe, que agora está (mesmo que objetivamente certo) dando um de adolescente de relacionamentos modernos, mas continuo gostando dele. Aspen me irritou um pouco, mas vamos voltar para America, a protagonista. Gente, que dificuldade em manter o foco em relação a sentimentos, hein? Tudo está lindo com um, de repente, como poderia não estar com o outro? E daí quem importa mesmo é o um… só que daí fica com o outro e ele é quem é o amor da vida inteira. Mas ok, no balanço final eu gostei, ainda mais porque o terceiro livro vai ser mais (espero) menos mimizento. E a distopia deu uma carinha a mais, mas só com os rebeldes invadindo e deixando uns recadinhos que provavelmente se explicarão no último livro. No final, saldo positivo. Ainda há esperanças para que o príncipe volte a ter o caráter construído no primeiro – mesmo porque agora a protagonista não é mais bipolar.

 

 

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