Ninguém sabe ao certo o impacto que têm na vida dos outros. Muitas vezes não tem noção. Mas forçam a barra do mesmo jeito.

Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra um misterioso pacote com várias fitas cassetes. Ele ouve as gravações e se dá conta de que foram feitas por uma colega de classe que cometeu suicídio duas semanas antes. Nas fitas, ela explica que 13 motivos a levaram à decisão de se matar. Clay é um deles. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Avaliação: 3,5 de 5.

Se você chegou até aqui, é porque teve o minimo de curiosidade por este livro com uma temática mais pesada, abordada de uma forma diferente. Foi por isso que acabei lendo os 13 porquês, também. A curiosidade de como o autor conseguiu desenrolar a história me intrigou, mesmo sabendo que o público-alvo é adolescente.

Então, sem enrolações, o meu veredicto:

A ideia da história é boa.

(A menina se mata e explica, através de fitas K7s, os 13 porquês que a levam a isso, ou seja, 13 momentos da vida que a fizeram decidir que era preferível interromper a existência por aqui mesmo. E, em cada momento, uma pessoa está envolvida.)

A narrativa é legal.

(A forma que a história vai sendo contada através dos olhos da protagonista – que não está mais viva – e como as pessoas vão absorvendo e reagindo a isso é muito interessante.)

O menino que está ouvindo as fitas, o Clay, começa bem.

Mas, apesar disso, sinto que algumas passagens beiram o exagero. A carga dramática para alguns poucos momentos forçaram a barra.

(Calma, antes de me crucificarem ou falarem que não tenho empatia alguma, vou me explicar logo abaixo)

Eu sei, eu preciso criar  uma empatia muito forte para conseguir me colocar no lugar de Hannah, que está na escola, ainda menor de idade e sofrendo com uma realidade que não é mais minha. Não, eu nunca fui uma menina nova em uma escola com pessoas que eu não me identifico aos 16 ou 17 anos. Mas alguns motivos parecem, sim, forçarem a barra. A forma como a Hannah expressa alguns motivos passa a impressão de forçação de barra, e a personagem não é bem construída, então não me convence em tudo.

A piração do Clay: é um pouco irritante. A história não consegue me levar ao ponto de acreditar que ele realmente piraria daquela forma. Não que o autor tenha escrito besteira; ele só não me convenceu com a piração do Clay.

Mas, mesmo assim, o livro é bem legal. É um tema delicado e que gera muita polêmica, e o recado que ele quer passar é muito importante: nós nunca saberemos como nossas atitudes e falas podem afetar a vida dos outros, pois não sabemos de fato como o outro se sente. 

Por isso, o livro vale a leitura.

OBS: Este é o primeiro livro do autor que também escreveu (junto de outra autora) aquele livro com a capa muito fofa brasileira: “O Futuro de Nós Dois”

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