Avaliação: 4 de 5.

Finalmente, terminei “A arte de escrever” do nada menos que arrogante Schopenhauer. Digo isso porque a modéstia passou bem longe do escritor, afinal, ele mesmo coloca a sua obra como uma das melhores do mundo já escritas (beijinho no ombro). Mas isso não quer dizer que o livro não seja ótimo mesmo.

São 5 temas trabalhados: Sobre a erudição e os eruditos, Pensar por si mesmo, Sobre a escrita e o estilo, Sobre a leitura e os livros e Sobre a linguagem e as palavras.

A gente entende também que Schopenhauer não é um cara bem legal, pois ele critica todo mundo: Hegel e seus discípulos, quem escreve com o foco em vendas, os eruditos que lêem, aprendem e ensinam em excesso (não deixando o tempo hábil para realmente aprender e desenvolver o seu ‘saber’),

Também entendemos que só tem valor o que nós escrevemos com os nossos próprios pensamentos (e não com o dos outros, o que acaba colocando em xeque a quantidade de conhecimento versus a qualidade do que se assimila). Por isso, os escritores de verdade deixam o pensamento fluir naturalmente.

(Detalhe que a minha meta de 100 livros em 1 ano se sentiu ofendida na parte em que ele fala que aquela pessoa que está com um livro novo a cada segundo não tem tempo de pensar por si mesma… só que não consegui ler nem 50 livros em oito meses, então logo passou o recalque que senti do autor).

Ele também critica o novo e escritores bons são raros, borás boas são raras, e o novo deixa de ser novo rápido. Critica críticos também, enfim… tudo.

Querem dar a impressão, como Fichte, Schelling e Hegel, de saber o que não sabem, de pensar o que não pensam, de dizer o que não dizem.

Entendi que o autor é meio revoltado com a época que viveu, inclusive os colegas escritores, os filósofos famosos, os eruditos e estudiosos, os tradutores, aqueles que escreviam sobre o que liam e não o que viviam, que o que não é bom não dura por muito tempo… ufa! E no meio do caminho ele se contradiz!

Vale a pena ver a vídeo resenha da Tatiana Fletrin (que está mais completa que a minha, e gostei bastante mesmo).

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