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Avaliação: 3 de 5.

Vicariamente

Depois de chorar rios com o livro “Como eu era antes de você“, resolvi criar coragem e ler outro livro da Jojo Moyes, A última Carta de amor.

A gente começa com a história de uma jornalista, Ellie que, como diria uma amiga, deixou o cérebro de molho na privada e está apaixonada por uma cara casado. Lá no jornal, ela vai ter que escrever algumas matérias do tipo comemorativas pelos muito 100 anos de jornal (o que é tipo um porre), então ela vai lá nos confins dos arquivos e pega algumas pastinhas pra fuçar e achar algo interessante. Ela acha um mocinho muito do simpático trabalhando lá e uma carta de amor. Linda, endereçada para uma caixa postal e assinado por B. lá na década de 60. Ellie resolve ir atrás desta história.

Daí descobrimos a história por trás da carta de amor, uma mulher que sofre acidente e perde a memória, não se lembrando do grande amor de sua vida. Desencontros e reencontros, e desencontros e mais reencontros.

O livro é legal. A autora escreve de uma forma que os desfechos se tornam previsíveis, então não temos grandes surpresas ou reviravoltas.

Dá uma certa raivinha da Ellie se enganando com um “relacionamento” sem futuro e a Jennifer ser tão tapada dopada de remédios. mas um bom livro, que dá agonia quando fica narrando os desencontros. Maldita época que não tinha celular, e-mail ou qualquer forma rápida e certeira de se comunicar com alguém que está em uma estação de trem, na rua, mudando de casa…

 

Meu querido e único amor,

Eu falei a sério. Cheguei à conclusão de que o único caminho é um de nós tomar uma decisão ousada. Não sou tão forte quanto você. Quando a conheci, achei que você fosse uma coisinha frágil, alguém que eu precisava proteger. Agora percebo que me enganei. Você é a forte de nós dois, a que é capaz de suportar conviver com a possibilidade de um amor como este, e com o fato de que ele jamais nos será permitido. Peço-lhe que não me julgue por minha fraqueza. A única forma de eu poder suportar isso é estar em um lugar em que não a veja nunca, em que eu não seja assombrado pela possibilidade de vê-la com ele. Preciso estar em um lugar onde a pura necessidade impeça que você ocupe cada minuto, cada hora dos meus pensamentos. Aqui isso é impossível.
Vou aceitar o trabalho. Estarei na Plataforma 4, Paddington, às 19h15, sexta-feira à noite, e nada no mundo me faria mais feliz do que você encontrar coragem para vir comigo. Se não vier, saberei que o que sentimos um pelo outro, seja lá o que for, não basta. Não a culpo, minha querida. Sei que a pressão das últimas semanas foi intolerável para você, e o peso disso me afeta profundamente. Odeio a ideia de poder lhe causar qualquer tristeza. Esperarei na plataforma a partir das 18h45. Saiba que você tem meu coração, minhas esperanças, em suas mãos.
Seu,
B.

 

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