A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe – Baudelaire

 

Avaliação: 3 de 5.

demonologista

A Editora DarkSide é voltada para o gênero de Terror e Suspense e faz livros com capas e diagramações incríveis! (aka está querendo me levar à falência, mas sou forte).

Este livro – O Demonologista – rondou minha vida por uns meses em forma de destaque em livrarias, posts de resenhas e a temática que parecia ser bem insteressante: um professor da Universidade de Columbia, especialista na obra literária Paraís Perdido de Joh Milton – que recria Adão e Eva e sua história em ter comido do fruto proibido, trazendo Lúcifer no spotlight.

Já no começo do livro vemos a receita para o desastre em forma de “vamos te mostrar que espíritos e demônios existem”: o professor é ateu e totalmente cético quanto a existência de demônios, tratando a obra como pura ficção. No entanto, descobrimos que nosso protagonista, David Ullman, é meio melancólico – coisa que a mulher não entende e que acaba afastando os dois. O enredo acab nos mostrando que a filha do professor, Tess, também sofre da mesma melancolia… e essa melancolia parece não ser apenas uma depressão. A filha tem apenas 12 anos e o acompanha em uma viagem para Veneza que surgiu de uma forma sinistra – porém, acabou se tornando inevitável. E é lá que coisas bem sinistras acontecem e acabam sendo o motor para que toda a história tome o rumo que Andew Pyper escreveu.

Confesso que esperava mais de toda a trama – e que não dá medo nem convence muito no quesito “vou te provar que o sobrenatural existe”. Mas é uma leitura agradável, trazendo toda a história pela visão do Professor Ullman que acaba nos aprofundando na história de vida dele também.

Andrew Pyper tem uma reputação tão boa como escritor por conta de Lost Girls (que eu ainda não li) que tenho quase certeza que minhas expectativas com o demonologista foram muito altas por conta disto. Espero que os outros livros sejam agora traduzidos para nossa língua – senão lá vou eu deixar a preguiça de lado e começar a ler suas obras em inglês mesmo para tirar essa mini frustração que o livro acabou me dando.

 

 

 

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